domingo, 26 de julho de 2015

Nova edição do livro Estado, Democracia e Cidadania



Abaixo dados e textos de orelhas e contracapa do livro.

VIANA, Nildo. Estado, Democracia e Cidadania. A Dinâmica da Política Institucional no Capitalismo. 2a edição, Rio de Janeiro: Rizoma, 2015.

A nova redição conta com um prefácio que mostra as mudanças de concepção de autor e sua atualização, discutindo a questão da revisão em relação ao problema da burocracia, estado, mercantilização, função, entre outros aspectos.

Orelhas e contracapa de "Estado, Democracia e Cidadania"

Orelha A:
O Estado capitalista é o principal aparato de reprodução das relações de produção capitalistas. Ele é o “capitalista coletivo ideal” e exerce um conjunto de funções para reproduzir o capital e seu processo incessante de reprodução ampliada. Ele crie um conjunto de aparatos estatais (educacionais, sanitários, financeiros, repressivos, comunicacionais, etc.) e instituições (universidades, escolas, hospitais, etc.) que exercem atividades específicas para concretizar esse seu objetivo fundamental. Ele também cria processos de autovaloração e autolegitimação, que são as fontes das ideologias, desde a antiga filosofia política até as mais modernas produções ideológicas da ciência política e outras disciplinas. A sua imagem ideológica de “universal”, “coisa pública”, entre outras, vem para esconder seu real caráter, que é ser um aparato capitalista que nada tem de neutro. Nesse sentido, a análise e crítica do estado capitalista são fundamentais e elemento necessário para a superação das ilusões estatistas, eleitorais, democráticas, entre outras, que é condição para constituição de uma sociedade autogerida, sem estado, sem capital e exploração. Sem a destruição dessa poderosa máquina estatal burocrática, a autogestão social e a emancipação humana são impossíveis.

Orelha B:
O estado capitalista busca se autolegitimar não apenas através de ideologias e discursos, mas também através de aparatos, instituições e outras formas de materialização da política institucional. A democracia e a cidadania são, nesse processo, dois elementos legitimadores da dominação burguesa. O Estado capitalista constitui dois regimes políticos para efetivar sua dominação de classe mediada pela burocracia: a democracia e a ditadura. A democracia é a forma mais permanente, especialmente nos países capitalistas imperialistas, e é a que busca legitimar o estado capitalista e a sociedade burguesa como um todo. No entanto, entre ela e a ditadura o que temos é apenas variação de grau e diferença de forma, pois ambos os regimes políticos são formas de dominação burguesa. A cidadania, por sua vez, é defendida até pela pseudoesquerda, já que ela tem uma face amigável, tal como o estado capitalista e a democracia burguesa em sua aparência, mas esconde o seu real objetivo e significado: integrar o indivíduo no capitalismo, ou seja, mais uma forma de reprodução das relações de produção. Nesse sentido, a crítica da democracia burguesa e representativa e da cidadania também é fundamental para a transformação radical da sociedade, a instauração da autogestão social, que é ao mesmo tempo uma luta contra o capital e o estado, mas também contra as ideologias e representações cotidianas ilusórias que buscam legitimá-los e reforçá-los.

Texto da Contracapa

Atribui-se a Esopo uma fábula na qual um lobo veste uma pele de lã para entrar no rebanho para devorar as ovelhas. A expressão “lobo na pele de cordeiro” significa então o uso de uma imagem aparente boa para esconder suas reais intenções e assim conseguir seus objetivos. Essa fábula se enquadra muito bem no caso do estado, democracia e cidadania, três inocentes e generosas palavras que apontam para um grau maior de igualdade, participação, civilização. Mas, tal como no caso do lobo, é apenas um disfarce, pois por debaixo da pele ideológica se encontra as reais motivações e ações dessas formas sociais: a reprodução do capital. O presente livro realiza uma análise crítica dessas formas sociais e mostra seu processo histórico de engendramento e papel na reprodução do capitalismo. É preciso retirar a pele das ideologias e dos imaginários para ver que ao invés de “público” e “representante do universal”, o estado é um aparato do capital; que ao invés de “liberdade” e “participação”, a democracia representativa é uma forma de dominação; e ao invés de “direitos” do homem e do cidadão, a cidadania é uma forma de integração manipuladora dos indivíduos na sociedade capitalista. A crítica da política institucional, seu processo de formação e reprodução ligado à evolução do capitalismo (luta de classes e regimes de acumulação) é o ponto de partida para a sua superação. Este é o objetivo-trajeto desta obra.

Onde Adquirir:

http://rizomaeditorial.com/store/index.php?route=product/product&product_id=523

http://www.amazon.com/Democracia-Cidadania-Din%C3%A2mica-Institucional-Capitalismo-ebook/dp/B010GUXZCS/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1437835614&sr=1-1&keywords=Estado%2C+Democracia+e+Cidadania

http://www.estantevirtual.com.br/b/nildo-viana/estado-democracia-e-cidadania/2955898532

E em outras livrarias.

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