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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Biblioteca Marxista Online!



Confira o site da Biblioteca Marxista, com diversos textos e obras disponibilizadas, com destaque para o Comunismo de Conselhos e o Marxismo Autogestionário: Biblioteca Marxista.

Descrição:





Biblioteca Marxista é um site voltado para a formação de uma biblioteca digital do marxismo autêntico, ou seja, expressão teórica do movimento revolucionário do proletariado. Não é uma biblioteca acadêmica ou pretensamente neutra e sim que parte de uma determinada concepção política, visando socializar a produção cultural dos marxistas que mantiveram acesa a utopia concreta de uma nova sociedade, fundada na autogestão social. Além de marxistas autênticos, textos de autores que inspiraram ou foram inspirados pelo marxismo também estarão aqui presentes. Para entender a seleção de autores aqui presentes, é aconselhável consultar a wikiautogestionaria.


MARXISMO ORIGINAL


MARX | Karl Marx

ENGELS | Friedrich

COMUNISMO DE CONSELHOS

B

BRENDEL | Cajo Brendel

G

GORTER | Hermann Gorter

K

KORSCH | Karl Korsch

M

MATTICK | Paul Mattick

P

PANNEKOEK | Anton Pannekoek

R

RÜHLE | Otto Rühle

W

WAGNER | Helmutt Wagner

MARXISMO AUTOGESTIONÁRIO

A

ANJOS | Diego dos Anjos

B

BOURDET | Yvon Bourdet

BRAGA | Lisandro Braga

J

JENSEN | Karl Jensen

M

MAIA | Lucas Maia

MARQUES | Edmilson Marques

P

PEIXOTO | Maria Angélica Peixoto

S


SANTOS | Cleito Pereira dos Santos

SILVA | Rubens Vinicius da Silva

SILVA | José Santana da

T

TELES | Gabriel Teles

TRAGTENBERG | Maurício Tragtenberg

V

VIANA | Nildo Viana

OUTRAS TENDÊNCIAS E AUTORES PRÓXIMOS DO MARXISMO

L

LUXEMBURGO
 | Rosa Luxemburgo


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Marxismo e Autogestão, número 02


V. 1, N. 2 (2014)

MARXISMO E AUTOGESTÃO 2

Revista Marxismo e Autogestão, número 02, 2014.

EDIÇÃO COMPLETA

Ver ou baixar a edição completaREVISTA COMPLETA

SUMÁRIO

EDITORIAL

Por um Marxismo AutogestionárioTEXTO COMPLETO
Revista Marxismo e Autogestão2-5

ANÁLISE MARXISTA

A Luta Operária e os Limites do "Autonomismo"TEXTO COMPLETO
Karl Jensen6-15
Crítica ao EspecifismoTEXTO COMPLETO
Serge Tardieu16-23

MARX, MARXISMO E MARXISTAS

A Essência do MarxismoTEXTO COMPLETO
Nildo Viana24-37
Sobre os Intelectuais: Mattick e Viana contra Nomad e FoucaultTEXTO COMPLETO
Erisvaldo Souza38-46
Conselhismo e BordiguismoTEXTO COMPLETO
Lucas Maia47-59

CRÍTICA DO PSEUDOMARXISMO

Teses Sobre o BolchevismoTEXTO COMPLETO
Helmutt Wagner60-88
Leninismo e Capitalismo de EstadoTEXTO COMPLETO
Noam Chomsky89-91
Lênin e o MaterialismoTEXTO COMPLETO
Diego Anjos92-103
Adeus ao TrotskismoTEXTO COMPLETO
Karl Jensen104-109
Grupos Krisis: A Montanha Pariu um RatoTEXTO COMPLETO
Charles Reeve110-114

CAPITALISMO E LUTA DE CLASSES

O Direito à RevoluçãoTEXTO COMPLETO
Pierre Leroy115-117
O CapitalTEXTO COMPLETO
Friedrich Engels118-126
O Medo, A Coragem e a PolíticaTEXTO COMPLETO
Erich Carlton127-130
O Caráter RevolucionárioTEXTO COMPLETO
Erich Fromm131-146

EXPERIÊNCIAS AUTOGESTIONÁRIAS

A Revolução RussaTEXTO COMPLETO
Maurice Brinton147-159
A Revolução AlemãTEXTO COMPLETO
Anton Pannekoek160-168
Revolução e Contrarrevolução na EspanhaTEXTO COMPLETO
GIKH Grupo Comunista Internacionalista da Holanda169-187

TEORIAS DA AUTOGESTÃO

Experiências Autogestionárias: A Lição da PráticaTEXTO COMPLETO
Lucien Rivière188-190

AUTOGESTÃO E IDEOLOGIA

Autogestão e IdeologiaTEXTO COMPLETO
Nildo Viana191-209

PROBLEMAS DA AUTOGESTÃO

Democratismo e AutogestãoTEXTO COMPLETO
Max Hollander210-220

ESCRITOS ATUAIS DO PASSADO

O Manifesto dos Três de ZuriqueTEXTO COMPLETO
Karl Marx221-229

RESENHAS

Anton Pannekoek e a Superação dos Partidos e SindicatosTEXTO COMPLETO
Mauro José Cavalcanti230-234
Marx Segundo KorschTEXTO COMPLETO
Paul Mattick235-240

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Karl Korsch e a Concepção Materialista da História - Minicurso



MINICURSO 10 - Karl Korsch e a Concepção Materialista da História
Dr. Nildo Viana
Faculdade de Ciências Sociais/UFG

Resumo:

O Minicurso “Karl Korsch e a Concepção Materialista da História” visa apresentar de forma sucinta a contribuição de Korsch para o resgate e desenvolvimento do materialismo histórico-dialético. Assim, a partir dos seus escrito clássico, Marxismo e Filosofia, e de seus artigos e polêmicas com a social-democracia, especialmente contra Kautsky em seu livro Il Materialismo Storico, e com outras tendências, e sua obra sobre Karl Marx, reconstituir uma análise de conjunto de sua obra e contribuição para o marxismo. Assim, resgatar a sua concepção de dialética como “instrumento heurístico”, como recurso mental, bem como sua percepção do materialismo histórico e, em especial, sua discussão sobre a “especificidade histórica”, recuperando um dos elementos fundamentais do pensamento de Marx no que se refere ao processo de análise do desenvolvimento da história da humanidade. Assim, a partir da reconstituição de sua formação intelectual e resgate de Marx e Hegel, Korsch oferece uma interpretação profunda do materialismo histórico em sua gênese na obra de seus fundadores e uma crítica radical aos seus deformadores, mas também apresentando novos elementos e aprofundamentos à concepção materialista da história. Retomar essa rica contribuição é o objetivo fundamental do minicurso.

Para Informações e Inscrições, clique aqui.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Método Dialético e Prática Política


Método Dialético e Prática Política


Nildo Viana


É comum pensar a dialética separada da realidade, da teoria, das lutas sociais, da realidade, da prática política. No entanto, a dialética é parte da totalidade que é a realidade social na qual vivemos e não pode ser abstraída dela e, portanto, é possível questionar a relação entre método dialético e prática política, bem como sua relação com outros aspectos da realidade.


O costume é opor teoria e prática, embora eu prefira opor discurso e prática. A oposição entre "teoria" e prática é produto de uma incompreensão do significado do termo teoria ou então sua confusão com "hipótese" ou outra definição que é problemática. A teoria é expressão da realidade sob a forma conceitual e explicativa, e, por conseguinte, não há muito sentido nessa oposição, pois ela tem a finalidade da transformação social em sociedades classistas, caso contrário seria ideologia. Não há passagem imediata da teoria para a prática, pois a teoria explica a realidade, mas a ação não pode ser realizada a partir da teoria retirada do contexto sócio-histórico. Assim, a teoria da exploração explica o processo de exploração, mostra, no caso do capitalismo, como se extrai mais-valor, etc. Para a prática, a conseqüência será – dependendo da aceitação, compreensão e posição diante desta teoria, o que remete a valores, outras concepções, sentimentos, interesses, etc. – a decisão de lutar contra a exploração, buscar sua abolição.



Porém, para fazer isso da forma mais adequada, é necessário ampliar a teoria, entrar em novos domínios, tal como a da dominação, estado, burocracia, movimentos sociais, etc. A teoria da exploração não abole a exploração e não produz uma prática imediata de abolição, pois para isso é necessário se tornar "força material" para milhões de explorados e os que são aliados e oprimidos e a formação dessa "força material" pode ocorrer sem a teoria ou com rudimentos dela, embora ela também – e ela quer dizer os seres humanos portadores dela, já que a teoria não existe sem seres humanos histórico-concretos – faça parte da luta de classes e atue fortalecendo uma ou outra tendência.



Assim, a relação entre "teoria" e prática é, na verdade, a relação entre os teóricos e sua prática. A oposição entre os teóricos e sua prática pode ocorrer por determinações alheias à vontade do teórico. Este é o caso do teórico revolucionário que para ganhar a vida vende sua força de trabalho como professor numa instituição privada e para manter seu emprego estará muito mais condicionado, vigiado, limitado, do que em outras instituições e por isso terá que seguir regras burocráticas que pode discordar, etc. Também pode ocorrer por sua relação "fria" com a teoria, ou acesso superficial, limitado a ela. No primeiro caso, a teoria é apenas produto de leitura que não se converte em convicção e prática, a não ser em raras oportunidades. No segundo caso, apesar de certa convicção e tentativa de praticar o que se pensa, o acesso limitado, incompleto, superficial, pode gerar dogmatismo[1], imediatismo, etc. Há também o falso teórico, o que se diz revolucionário e no fundo é bem conservador, aí a contradição é bem maior e grave. No entanto, aqui se trata de falsa teoria. Nesse caso trata-se de uma contradição entre ideologia (falsa consciência sistemática) e prática, o que é constante, pois os ideólogos não podem praticar tudo que dizem, embora em certos casos isso seja possível, quando as ideologias são conservadoras e adequadas à determinada realidade social da perspectiva da classe dominante e suas classes auxiliares. A oposição entre discurso e prática é semelhante. Por isso não vou me alongar sobre isso. O discurso é um fragmento de uma teoria, ideologia ou manifestação de uma ideia não aprofundada e desenvolvida, ou seja, de representações cotidianas. Nesse sentido, essa oposição só é compreensível em casos concretos, tal como algumas pessoas que se dizem democratas em seu discurso, mas realizam uma prática autoritária. A unidade entre teoria e prática é a práxis revolucionária, ou seja, uma atividade teleológica consciente cujo fim é a revolução social, já que o discurso é, no caso dos teóricos revolucionários, é uma parte da teoria.



Porém, a discussão sobre o problema da relação entre método e prática, ou, mais especificamente, método dialético e prática política, possui outra dimensão. O método dialético, sendo um recurso heurístico para analisar a realidade, ou seja, uma ferramenta intelectual, então tem mais relação com a prática intelectual, embora, por ser inseparável (no caso da dialética marxista) do materialismo histórico, então também tem um papel teórico, que institui outra relação com a prática, que, nesse caso, deve ser de unidade (Viana, 2007). No entanto, a relação entre método dialético e prática política se encontra mais ao nível geral da estratégia revolucionária. É possível ver uma identidade e unidade entre método e estratégia. Por exemplo, uma das categorias fundamentais do método dialético é o de totalidade e, nesse sentido, a estratégia será pensada em termos de totalidade (e com determinada concepção de totalidade). Ao invés de defender lutas localizadas e isoladas, defende a necessidade de lutas articuladas, ou seja, simultaneamente localizadas e gerais. Assim, o método dialético é um recurso intelectual que contribui com o processo do pensamento e a estratégia é um recurso político que contribui com o processo da luta e que possuem uma unidade, se reforçando e apoiando reciprocamente.



Por conseguinte, não se deve pensar uma relação de causalidade entre método dialético e prática política. O método não é a causa da prática e nem vice-versa. Pois assim teria que limitar a prática ao método, no caso de quem tem domínio de algum método. Além disso, a ideia de causalidade é bastante pobre para dar conta da realidade, a ideia de determinação é mais adequada (Viana, 2001). Porém, a prática não determina o método e nem o método determina a prática. Obviamente que a prática dos indivíduos é uma das determinações de suas elaborações mentais e escolhas intelectuais, entre elas a do método, mas é apenas uma entre diversas determinações. Da mesma forma, o método pode ser uma das determinações das práticas dos indivíduos, mas não "a" determinação ou a determinação fundamental. Tanto o método quanto a prática possuem outras determinações que lhes são anteriores, que são os valores, sentimentos, concepções, interesses, formação psíquica, dos indivíduos concretos que as produzem e reproduzem e esses indivíduos são pertencentes a determinadas classes sociais que promovem determinações em sua consciência, etc. Existem casos em que o método vem para justificar a prática ou a estratégia, tal como no caso de Mao Tse-Tung (Viana, 2007), mas isto é exceção, pois geralmente é na teoria que se encontra essa justificativa. Claro que, no nível da militância e representações cotidianas, ou seja, fora do pensamento complexo, isso é bem como na vida cotidiana (tal como dizer, para justificar determinada prática ou concepção problemática, dizendo que se trata de uma “relação dialética”, mas aqui a dialética não é só método, é uma entidade metafísica que está também na realidade, se manifesta nela, concepção comum do pseudomarxismo). Logo, as determinações de ambos se localizam nas relações sociais concretas e por isso não se pode isolar, a não ser para nível descritivo, estes aspectos de outros muito mais concretos e importantes. Logo, esse é um falso problema.

Notas:


[1] Isso se revela, por exemplo, no processo de realização de leituras dogmáticas (Viana, 2011).



Referências:



VIANA, Nildo. A Consciência da História. Ensaios Sobre o Materialismo Histórico-Dialético. 2ª edição, Rio de Janeiro, Achiamé, 2007.



VIANA, Nildo. A Questão da Causalidade nas Ciências Sociais. Goiânia, Edições Germinal, 2001.



VIANA, Nildo. Mao Tse-Tung: Dialética ou Estratégia do PCC? In: O Fim do Marxismo e Outros Ensaios. São Paulo, Giz Editorial, 2007.



VIANA, Nildo. Para Uma Leitura Não-Dogmática. Acessível em: http://informecritica.blogspot.com/2011/01/para-uma-leitura-nao-dogmatica-nildo.html?spref=fbAcessado em 17/01/2011.

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