REGIME DE ACUMULAÇÃO INTEGRAL E CONTRADIÇÕES DO CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO
Resumo geral da Mesa Redonda
O capitalismo é um modo de produção que difere de outros pela velocidade de suas mutações, entre outros aspectos. Muitas teses buscam explicar o desenvolvimento capitalista e compreender o seu estágio contemporâneo. Assim, para entender as novas dinâmicas da acumulação capitalista, julgamos que a teoria dos regimes de acumulação oferece uma base teórica fundamental. Vários autores (Escola da Regulação, David Harvey, Rabah Benakouche, Nildo Viana, Lisandro Braga, entre outros) apresentaram distintas concepções sobre o conceito de regime de acumulação. O painel que propomos visa, a partir de uma determinada teoria dos regimes de acumulação (Almeida, 2020; Viana, 2009; Viana, 2019; Viana, 2003; Braga, 2009; Braga, 2013; Orio, 2020) analisar o regime de acumulação integral e sua dinâmica. O regime de acumulação integral emerge após a crise dos anos 1960 e 1970 em alguns países, como Inglaterra e Estados Unidos, através da mutação da forma estatal, reestruturação produtiva e mudanças nas relações internacionais. Porém, assim como o modo de produção capitalista não é estático, os regimes de acumulação também não são estagnados. Assim, entender a dinâmica do regime de acumulação integral e suas manifestações mais contemporâneas são fundamentais para entender o capitalismo contemporâneo. O mundo capitalista se encontra hoje num novo momento de desestabilização e com contradições cada vez mais graves (poderíamos citar, a título de exemplo, o desenvolvimento tecnológico e seu impacto na sociedade – indo desde os produtos mercantis tecnológicos, como smartphones, até a chamada “Inteligência artificial”), as guerras atuais e anunciadas, a nova competição interimperialista, etc. Isso traz diversas interfaces que o painel buscará abordar. Um dos elementos é o processo de ofensiva comercial norte-americana como parte da competição interimperialista. Da mesma forma, a hipermercantilização das relações sociais é outro elemento que está vinculado ao processo de evolução e dinâmica do regime de acumulação integral. As formas sociais (“superestrutura”), por sua vez, são fundamentais para explicar essa dinâmica, tal como o caso do neoliberalismo e da religião. Esses elementos mais específicos contribuem com a compreensão do processo mais geral que é a desestabilização do regime de acumulação integral e as tendências que emergem no horizonte (guerra, fascismo, revolução proletária).
https://www.historicalmaterialism.org/event/historical-materialism-rio-2026/
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