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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A Esfera Científica no Cinema


Alceu 31

A esfera científica no cinema
Por: Nildo Viana

 ResumoA ciência e a produção científica são objetos de representações por elas mesmas e, de forma mais aprofundada, pela sociologia da ciência, filosofia da ciência e história da ciência. O cinema através de suas produções fílmicas também apresentam aspectos da ciência e de suaprodução intelectual. O presente artigo objetiva analisar três filmes (A fúria pela honra; Óleo de Lorenzo; O informante) e observar quais representações eles produzem a respeito da ciência, da esfera científica e da produção que esta realiza. A conclusão é que esses filmes revelam adinâmica dominante do campo científico e suas ligações complementares com o capital e o Estado burocrático, cada um concentrando-se sobre um aspecto destas relações.
Palavras-chave
Esfera científica. Cinema. Competição. Burocracia. Capital.
 Résumé
Des sciences et de la production scientifique sont des représentations d’objets par eux-mêmes et, plus en profondeur, la sociologie de la science, la philosophie de la science et de l’histoirede la science. Le film à travers ses productions filmiques comportent aussi des aspects de la science et de la production intellectuelle. Cet article vise à analyser trois films (Le fury parhonneur, Huile de Lorenzo, L’informateur) et observer ce qu’ils produisent des représentations sur la science, la sphère scientifique de la production et que cette porte. La conclusion est que ces films révèlent la dynamique dominante dans le domaine scientifique de ses liensavec la capitale, et la bureaucratie d’Etat, étant complémentaires, puisque chaque concentre sur un aspect de ces relations.
Mots-clé
Sphère scientifique. Cinéma. Competition. Bureaucratie. Capitale.

A esfera científica no cinema 

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Inconsciente Coletivo e Materialismo Histórico, nova edição, revista e ampliada


VIANA, Nildo. Inconsciente Coletivo e Materialismo Histórico. 2a edição, rev. e ampl. Florianópolis: Bookess, 2015.

Texto de apresentação:

O presente livro coloca em discussão o conceito de inconsciente coletivo, elaborado pelo psicanalista Carl Gustav Jung. Após analisar a concepção junguiana e de Erich Fromm, outro psicanalista, que trabalhou com o conceito de inconsciente social (equivalente ao de inconsciente coletivo), o autor realiza uma crítica à posição destes dois autores e apresenta uma ressignificação do conceito de inconsciente coletivo a partir da concepção materialista da história. Para fazer isso, rediscute, numa perspectiva marxista, alguns conceitos básicos da psicanálise (inconsciente, sublimação, deslocamento, etc.) e a partir de uma ressignificação de determinados conceitos, aponta para uma nova concepção de inconsciente coletivo e de outros fenômenos psíquicos, realizando a crítica de teses como a da existência de um instinto de morte, expressando a tese de que a agressividade, o ódio, os desequilíbrios psíquicos, não são instintuais e sim produtos da repressão. Ainda avança numa concepção de universo psíquico no qual o excesso de repressão (mais-repressão) gera energia destrutiva (sombra) e construtiva (persona), que se distinguem do inconsciente. Assim, a obra apresenta uma abordagem marxista do inconsciente e do inconsciente coletivo.

Texto da Contracapa:


A psicanálise, através de Freud, realizou a descoberta fundamental do inconsciente. Outras contribuições, de Freud e seus continuadores, foram oferecidas pela psicanálise. Contudo, as limitações teórico-metodológicas e valorativas acompanharam o desenvolvimento da psicanálise e lhe gerou várias limitações. A partir do materialismo histórico é possível superar estes limites e a presente obra objetiva justamente contribuir com esse processo de suplantação da psicanálise. E, nesse contexto, uma ressignificação do inconsciente e do inconsciente coletivo, ao lado de uma nova percepção do universo psíquico do indivíduo, tornam-se necessárias. Assim, partindo da reflexão sobre o inconsciente coletivo e das contribuições psicanalíticas, o presente livro apresenta o projeto de psicanálise social, ou seja, materialista, histórica, proletária, revolucionária, a única psicanálise possível, superando os limites da consciência burguesa.

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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

As Esferas Sociais - A Constituição da Divisão Capitalista do Trabalho Intelectual


VIANA, Nildo. As Esferas Sociais. A Constituição Capitalista do Trabalho Intelectual. Rio de Janeiro: Rizoma, 2015.



Da Introdução:

A sociedade capitalista é extremamente complexa. Ao ampliar a divisão social do trabalho sob intensidade nunca vista antes na história da humanidade, expandiu, igualmente a especialização e as subdivisões. A presente obra visa abordar um dos aspectos dessa divisão social do trabalho e faz parte de um projeto de análise das formas sociais burguesas. Por conseguinte, o seu objetivo é analisar a divisão social do trabalho intelectual no capitalismo, que faz parte das formas sociais e, portanto, contribui com a compreensão de um de seus componentes fundamentais. Trata-se das esferas sociais, que já foram denominadas por outras formas, mas que sempre se referiu a um certo conjunto de relações sociais que constituem o fenômeno que assim denominamos.

As esferas sociais surgem com o capitalismo. É parte das formas sociais burguesas. Essa parte das formas sociais possui especificidade, pois é um lugar de trabalho especializado, mas está inserido no seu interior e no conjunto da sociedade moderna. Desta forma, o presente trabalho visa apontar para uma análise de suas especificidades e relações internas, mas também para sua relação com o conjunto da sociedade, mostrando que não são autônomas e sim determinadas e que fazem parte do capitalismo, exercendo uma função reprodutiva do mesmo. No entanto, aqui buscamos evitar dois equívocos, o reducionista e o isolacionista.

[...]

O objetivo do presente livro é, portanto, superar os dois equívocos e apresentar uma concepção diferenciada de esferas sociais, parte das formas sociais, e cuja compreensão é fundamental para uma análise mais ampla do capitalismo e da produção cultural no seu interior. Para realizar esse processo, é necessário analisar a relação entre capitalismo e esferas sociais. O passo seguinte é analisar o que são as esferas sociais e sua dinâmica interna, para, por fim, analisar suas relações com o capital, o Estado e as lutas de classes. O resultado esperado, para usar terminologia acadêmica, é uma compreensão mais profunda das esferas sociais e sua relação com a sociedade capitalista. Se o resultado foi alcançado, isso cabe ao leitor dizer. Assim, resta o veredicto da leitura.

Sobre as esferas sociais:

As Esferas Sociais, denominadas como "campo" por Bourdieu e por "esferas", por Weber, são concebidas nessa obra como subdivisões da classe intelectual, formando suas frações de classe, tal como a esfera artística, a esfera científica, a esfera técnica, a esfera jurídica, a esfera religiosa, entre outras. A divisão social do trabalho, tal como teorizada por Marx, é o elemento fundamental para explicar as esferas sociais. O livro analisar as diversas esferas em sua dinâmica interna e em sua relação com a totalidade das relações sociais.

Resenha:
Para ler resenha deste livro, clique aqui.


Sumário

Introdução
Capitalismo e Esferas Sociais
As Esferas Sociais
A Dinâmica das Esferas Sociais: Hierarquia e Competição
A Dinâmica das Esferas Sociais: Os Mecanismos de Competição
A Formação das Esferas Sociais
Capital e esferas sociais
Estado e esferas sociais
Esferas sociais e lutas de classes
Considerações Finais
Referências

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Veja textos sobre esferas ou subesferas específicas:



quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Marx segundo Von Mises... ou as falácias presentes no facebook



Nos últimos tempos vem surgindo um conjunto de pessoas que fazem leituras superficiais sobre economia e política e começam a reproduzir, na internet, especialmente nas redes sociais (com destaque para o facebook), certos lugares-comuns equivocados. O blog Ombudsman do Facebook vem rebatendo e satirizando essas concepções. A imagem acima mostra um desses casos, tal como aqueles que através de leituras do site do Instituto Von Mises começam a querer criticar Marx, sendo que as críticas do próprio Von Mises já eram risíveis. O caso da política brasileira também é abordada nesse blog. Outro elemento que a página questiona é certas interpretações e concepções sobre a vida cotidiana, no qual afirmações falaciosas são repetidas para confundir as pessoas. Confira:


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Livro "Religião e Capital Comunicacional" acaba de ser publicado


VIANA, Nildo (org.). Religião e Capital Comunicacional. Rio de Janeiro: Ar Editora, 2015.


O livro organizado por Nildo Viana e que conta com artigos de André de Melo Santos, Erisvaldo Pereira de Souza, Maria Angélica Peixoto e Veralúcia Pinheiro, com prefácio de Flávio Sofiatti, aborda a relação entre religião e capital comunicacional. Abaixo o texto da contracapa dessa obra e o sumário da obra.

A igreja e a religião foram, no passado, tal como na sociedade feudal, as grandes influências das representações e formas de consciência da população. Na sociedade moderna, ela perde parte de sua influência e novas formas de pensamento e reprodução do mesmo ganham espaço, tais como a ciência, a escola e o capital comunicacional. O capital comunicacional (“indústria cultural”), por sua vez, emerge na sociedade capitalista e passa a ser uma das maiores forças de formação de opinião e consciência. Ao lado disso, as relações sociais na sociedade moderna são marcadas pela mercantilização, na qual tudo vai se transformando em mercadoria ou assumindo a forma de mercadoria. O próprio capital comunicacional é expressão da mercantilização da comunicação e dos meios tecnológicos de comunicação. A religião não fica imune a esse processo.

Nesse contexto, a mutação da religião e de algumas igrejas se torna visível. O seu vínculo com a mercantilização se torna cada vez mais explícito e o uso do capital comunicacional é uma das formas de aliar a antiga influência com sua forma mais contemporânea. O vínculo da religião e o capital comunicacional se torna um dos fenômenos sociais mais importantes na sociedade moderna, especialmente na sociedade brasileira. O presente livro ganha importância nesse contexto, ao abordar essas “ligações perigosas”, pois revela um processo de mercantilização da religião. A relação entre capital comunicacional e religião é analisada sob vários aspectos, abordando a questão da mercantilização, do capital comunicacional, da mutação religiosa, bem como de casos específicos, tal como o uso de determinadas igrejas pelo capital comunicacional. Logo, a temática desse livro se torna fundamental para compreender a dinâmica religiosa contemporânea e sua relação com o capital comunicacional.


SUMÁRIO




Prefácio
Flávio Sofiatti

Introdução
Nildo Viana

Religião, Mercantilização, Fetichismo e Capital Comunicacional
Nildo Viana

Capital Comunicacional e Mutações Religiosas Durante o Regime de Acumulação Integral
André de Melo Santos

Capital Comunicacional e Ação Religiosa
Erisvaldo Pereira de Souza

Igreja Universal e Uso do Capital Comunicacional
Maria Angélica Peixoto

Mercado Religioso, Capital Comunicacional e Violência na Sociedade Contemporânea
Veralúcia Pinheiro


Sobre os autores



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