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segunda-feira, 26 de março de 2018

O Modo de Pensar Burguês - Episteme Burguesa e Episteme Marxista

O Modo de Pensar Burguês - Episteme Burguesa e Episteme Marxista
Em breve nas livrarias!


VIANA, Nildo. O Modo de Pensar Burguês. Episteme Burguesa e Episteme Marxista. Curitiba: CRV, 2018.

Orelha:
Os seres humanos desenvolveram sua consciência de forma fantástica nos últimos séculos, mas, mesmo assim, ela ainda se encontra num grau de desenvolvimento muito incipiente. Essa é a conclusão que chegamos ao terminar a leitura de O Modo de Pensar Burguês, de Nildo Viana. Trata-se de uma obra magistral que explicita os limites da consciência na sociedade moderna, mostrando que a episteme burguesa domina as mentes dos indivíduos e impede a percepção da realidade tal como ela é. A mensagem desta obra, no entanto, não é pessimista, pois mostra que derivado do antagonismos de classes, há também um antagonismo epistêmico e que a episteme marxista é uma consciência antecipadora que pode desbloquear a consciência humana.

Texto da contracapa:
O Modo de Pensar Burguês é uma obra que apresenta uma nova percepção da realidade e, ao mesmo tempo, discute as condições de possibilidade desta. O tema deste livro é justamente a questão das epistemes, ou seja, dos diversos modos de pensar a realidade, desenvolvidas pelos seres humanos, especialmente na sociedade capitalista. Nildo Viana busca demonstrar que o modo de pensar dos indivíduos são uma das determinações de suas ações e como as epistemes são constituídas social e historicamente, expressando interesses, valores, sentimentos, que se cristalizam e se tornam obstáculos (ou não, dependendo da episteme) para se chegar à verdade. O autor analisa fundamentalmente a episteme burguesa e seus campos mentais, mostrando suas características e seu caráter conservador, bem como apresenta a episteme marxista, mostrando suas potencialidades e caráter revolucionário. O antagonismo epistêmico aparece, na explicação do autor, como resultado e expressão do antagonismo de classe. A episteme marxista aparece como expressão da classe social portadora do futuro e por isso é uma consciência antecipadora e ilimitada. Um modo de pensar remete ao problema da linguagem, dos valores, do método e da percepção da realidade, elementos trabalhados pelo autor para explicar os elementos constituintes das epistemes. Ao terminar de ler esta obra, os leitores serão constrangidos a pensar e refletir sobre as suas ideias e como a constituíram e que elas fazem parte de uma ampla e complexa luta cultural envolvida em disputas hegemônicas. Desta forma, temos uma obra pioneira e que abre novas perspectivas para compreender a história do pensamento humano e novas perspectivas para a sociologia do conhecimento e da cultura, bem como para a filosofia, epistemologia, história da ciência, entre outras disciplinas.


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