terça-feira, 24 de março de 2015

Senso Comum, Representações Sociais e Representações Cotidianas - livro disponibilizado



O livro Senso Comum, Representações Sociais e Representações Cotidianas, acaba de ser disponibilizado.

Para acessá-lo clique aqui.

Leia abaixo introdução do livro, resenhas e textos:

INTRODUÇÃO



O presente livro aborda a temática das representações cotidianas. A emergência, desenvolvimento e abordagem de determinados termos (científicos, filosóficos, teóricos, etc.) são produtos sociais e envolvidos nas lutas sociais, bem como as opções que os indivíduos assumem no uso ou determinado tipo de uso destes termos. Os termos senso comum e representações sociais se referem a uma determinada realidade, que, no entanto, como em toda ideologia, é invertida, aparece, como já dizia Marx, de “cabeça para baixo”. É por este motivo que preferimos trabalhar com o conceito de representações cotidianas. Mas a escolha de um conceito ao invés de trabalhar com outros pretensos conceitos existentes e dominantes requer uma justificativa. É por isto que iremos seguir a seguinte forma de exposição: iniciaremos com uma crítica do termo senso comum, passando posteriormente para uma crítica do termo representações sociais e finalizaremos com uma exposição e defesa do conceito de representações cotidianas.
Assim, no capítulo 01, iremos apresentar uma discussão histórica e teórica a respeito do termo senso comum. Suas raízes sociais serão explicitadas, bem como das mudanças de enfoque e abordagem que recebeu, e seus limites serão expostos. O mesmo procedimento será realizado no capítulo 02, dedicado à abordagem das representações sociais. Após mostrar que ambos os termos são produtos de um discurso ideológico, que expressam interesses de classe e revelam os valores dominantes, além de, devido a isto, não dar conta da realidade, iremos buscar resgatar em Marx e alguns pensadores que se inspiraram nele, uma concepção de representações cotidianas, isto é, um conceito que apresente a realidade do que se chama “cultura popular”, “saber comum”, “saber popular”, “conhecimento comum”, “senso comum”, “representações sociais”, etc., sem deformá-la, sem colocá-la “de cabeça para baixo”, tal como no mundo ideológico.
A referência fundamental aqui é Marx. A sua contribuição teórica e metodológica é fundamental. Além disso, ele mesmo fez referências ao problema das representações e apresentou um esboço de análise das representações que denominamos cotidianas, por motivos que mais adiante serão explicitados e que o próprio Marx apontou. Marx ao tratar das representações, das representações ilusórias ou reais, bem como ao colocar a questão das “concepções cotidianas”, abriu o caminho para a elaboração de uma teoria das representações cotidianas. Bloch, Gramsci, Sorel, Korsch, entre outros, ao lado daqueles que contribuem com a discussão de termos como os de cotidiano, são aqui resgatados para elaborarmos uma teoria marxista das representações cotidianas.
Assim, após uma reflexão crítica sobre os termos senso comum e representações sociais, iremos apresentar um esboço de uma teoria das representações cotidianas a partir da contribuição de Marx e outros pensadores. Obviamente que este estudo poderá servir de ponto de partida para diversas pesquisas sobre as mais variadas formas de representações cotidianas e contribuir para uma análise mais crítica da cultura e de algumas abordagens existentes. Um ponto de partida que poderá ser enriquecido com novas contribuições que posteriormente poderão surgir.


RESENHAS E TEXTOS RELACIONADOS:

Resenha - Paulo Cardinale
Resenha - Hugo Leonardo Cassimiro



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