Rádio Germinal

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Revista Sociologia em Rede

ENVIE SEU ARTIGO PARA REVISTA SOCIOLOGIA EM REDE NÚMERO 02!

A Revista Sociologia em Rede ( http://sociologiaemrede.ning.com) está recebendo artigos para sua edição número 02. Veja também o blog da Revista: http://sociologia-em-rede.blogspot.com/

O tema em destaque é "Cultura e Representações".

Há também seção de temas livres e resenhas.

As normas de publicação podem ser acessadas no seguinte link:

http://api.ning.com/files/0MoRY6mBKKJgvmtnpfyIo9-eIiyW0Pfw0-HlG7W26jZjb6tCqrxksPRiEwNJYX1WeFyL9jjwYkatNLlUFriuWpH6zsM10rCk/NORMASPARAPUBLICAO.pdf

O prazo para submissão de artigos é até dia 30 de Abril.

Enviar para o seguinte email:

nildoviana@terra.com.br

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Lucas Maia lança livro sobre Comunismo de Conselhos e Autogestão Social




MAIA, Lucas. Comunismo de Conselhos e Autogestão Social. Pará de Minas, Virtualbooks, 2010.


APRESENTAÇÃO

Este texto é um conjunto de ensaios escritos entre 2007 e 2009. Tem como temática central o comunismo de conselhos e Autogestão Social. Naturalmente que um não pode ser entendido separadamente do outro. O comunismo de conselhos é uma tendência política que expressa teoricamente o movimento operário quando este faz de sua praxis a expressão de seus interesses históricos. A Autogestão Social é o objetivo a ser concretizado por tal movimento. Assim, comunismo de conselhos e Autogestão Social formam um todo indissolúvel, sendo aquele uma das formas de expressão teórica desta. A história do conselhismo é a história do movimento operário. Quanto mais radical é o proletariado, mais radical se torna sua teoria. Entretanto, isto não implica que os conselhistas ficam sempre a reboque do movimento operário. Quando este é conservador e reformista, cabe àqueles indivíduos e grupos realizar uma severa crítica. Como diria Marx, não importa o que um operário ou mesmo o conjunto do proletariado pensa de si mesmo em determinado momento histórico. O que é fundamental mesmo são seus interesses históricos de classe. O proletariado empírico (este que está aí espalhado pelas estrias da sociedade capitalista) não é expressão dos interesses históricos de classe do proletariado. O proletariado empírico é aquele organizado para e pelo capital. Serve ao capital e em não raros casos defende as relações capitalistas. Pelo contrário, o proletariado revolucionário é aquele que no processo de luta contra o capital adquiriu consciência de seus interesses históricos e dentre tais interesses o principal é a abolição da sociedade capitalista, das classes sociais e a sua própria abolição enquanto classe social. É este proletariado que o comunismo de conselhos expressa e explica teoricamente. A própria história do conselhismo é marcada por esta tendência sempre constante em expressar as frações mais radicais (revolucionárias) do proletariado. É por causa disto que a crítica às demais tendências políticas existentes no seio do movimento operário foram sempre efetivadas pelos conselhistas. Os autores e grupos políticos que se reivindicam do marxismo e do comunismo de conselhos sempre quiseram demarcar com muita clareza seus pontos de vista e interpretações teóricas. É pesando nisto que reunimos nesta publicação este conjunto de ensaios. O primeiro, “Origens e Princípios do Comunismo de Conselhos”, apresenta uma interpretação, mesmo que muito rápida, das idéias seminais do comunismo de conselhos. Não foi o objetivo realizar uma vasta pesquisa histórica a respeito desta tendência, mas tão-somente deslindar, demonstrar seus aspectos estruturais. O segundo, “A Perspectiva Conselhista”, é uma tentativa de aprofundar o debate acerca dos elementos que dão unidade e autonomia ao pensamento conselhista. Demonstrar, com profundidade, quais aspectos do conselhismo o diferenciam das demais tendências: social-democracia, bolchevismo, anarquismo e bordiguismo foi a ambição do ensaio. Isto é necessário, pois fazer uma leitura de conjunto das várias tendências que compõem a história do movimento operário, comparando-as umas às outras, explicitando seus limites e contradições é uma tarefa que nosso estudo somente iniciou, mas não concluiu. Mas o fizemos partindo de uma perspectiva, a perspectiva do proletariado. Julgamos ser o conselhismo a tendência que melhor expressou teoricamente os interesses históricos do proletariado. Assim, a perspectiva conselhista é simultaneamente a perspectiva do proletariado, o que não a isenta, entretanto, de limites de análise e contradições. O ensaio seguinte, “Os Conselhos Operários de Anton Pannekoek: uma Utopia Concreta da Revolução Proletária” evidencia claramente esta afirmação. Os Conselhos Operários é uma das obras fundamentais deste autor, um dos principais teóricos do comunismo de conselhos. Escrita durante e após a segunda guerra mundial, este texto é produto de reflexões de décadas por parte do autor acerca da prática revolucionária do proletariado nas primeiras décadas do século 20. Como dissemos, o comunismo de conselhos expressa os interesses históricos do proletariado. Tentamos demonstrar isto analisando a obra de Pannekoek pelo viés defendido por Ersnt Bloch em seu “Princípio Esperança”. Bloch, ao apresentar o conceito de utopia concreta, ou seja, aquele conjunto de relações, desejos, projetos que existem em nossa sociedade como tendência, demonstra claramente que o devir é uma categoria do real existente. É com base neste pressuposto que analisamos Os Conselhos Operários de Anton Pannekoek, demonstrando que ele, ao analisar o movimento revolucionário do proletariado, coloca de maneira cristalina a possibilidade de se concretizar uma outra sociedade, a sociedade autogerida. O ensaio seguinte “Autogestão: Desejo e Possibilidade” apresenta algumas notas acerca do que é a Autogestão Social, mas mais do que defini-la, o que importa neste texto é a demonstração de que para se compreender verdadeiramente o que é Autogestão Social, é necessário desejá-la. A Autogestão é uma possibilidade concreta, uma utopia concreta, para utilizar expressão de Ernst Bloch. Mas a nossa realidade é prenhe de inúmeras possibilidades. Se o devir é necessariamente uma categoria do agora, do hoje, do real-presente, que devir nós desejamos? O fim das classes sociais e a autogestão social ou a barbárie generalizada? Encerramos o livro com o ensaio “Espaços Públicos e Espaços Coletivos: do Encontro à Esperança”. Novamente, permitimos que o ainda-não-consciente se manifeste concretamente. Enquanto Freud e a psicanálise em geral dedicaram toda sua energia à compreensão do inconsciente, ou seja, aos elementos reprimidos do passado; o ainda-não-consciente é a antevisão ou a percepção de tendências existentes concretamente. O inconsciente revive o passado, o ainda-não-consciente goza o futuro, analisando concretamente as tendências do presente. A criação de espaços coletivos na sociedade burguesa é expressão de uma tendência em nossa sociedade, compreendê-la e decifrá-la é nossa obrigação. Este ensaio dá os primeiros passos, cabe a todos nós continuarmos a fazer o caminho, pois como disse Bertold Brecht “Caminhante, não há caminho, o caminho se faz ao caminhar".

terça-feira, 20 de outubro de 2009

I Simpósio Nacional de Ciências Sociais - Região e Poder




O I Simpósio Nacional de Ciências Sociais tem por objetivo promover o diálogo entre pesquisas em diferentes áreas das Ciências Sociais acerca das relações entre região – entendida aqui em um sentido abrangente, tanto com relação às particularidades locais quanto aos aspectos territoriais que afetam os problemas sociais – e o fenômeno do poder, em suas diversas manifestações. Para tanto, propõe a reunião de estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores e docentes, gestores e representantes da sociedade civil em torno das múltiplas questões envolvidas nas diversas abordagens das relações entre região e poder. A temática central do Simpósio busca, portanto, focar as implicações mútuas entre as noções de região e poder, a fim de problematizar a relevância dos aspectos regionais - particularmente da região Centro-Oeste, mas estendível a demais circunscrições geográficas ou simbólicas – na determinação e enfrentamento das questões sociais insurgentes. Entende-se, por um lado, que problemas regionais persistem desafiando uma compreensão menos localizada do fenômeno do poder e, por outro, que o estudo de temas caros às Ciências Sociais (questões referentes à memória coletiva, às identidades sociais e à soberania política, por exemplo) precisa atentar para a força das peculiaridades da região na demarcação dos problemas relevantes, a despeito da globalização cada vez mais acentuada. No auxílio ao entendimento desses dois aspectos distintos, a noção de representação pode fornecer recursos importantes para a delimitação dos referidos problemas. A reivindicação por representatividade diz respeito à incorporação de perspectivas excluídas, seja no campo da cultura, na afirmação de gênero ou nas relações políticas. O fluxo permanente entre as diversas representações possíveis - em suas formas mais convencionais ou nas inovações que contestam os parâmetros tradicionais – é a marca da possibilidade permanente de renovação. Trata-se, assim, de congregar contribuições dos pontos de vista da Antropologia, da Sociologia e da Ciência Política para esse debate, no esforço concomitante de se consolidar o lugar da região Centro-Oeste no cenário de ensino e pesquisa no país.

Mais informações e inscrições: http://www.cienciassociais.ufg.br/sncs/

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